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Arquivo com os Exercícios de Filosofia Clínica contendo as respostas comentadas:

 

Freud e Filosofia Clínica

Assinale as alternativas corretas no que concerne às relações entre o pensamento de Freud e a Filosofia Clínica.  

A (   ) Do subconsciente surgem desejos e fantasias. O superego, centro onde residem normas morais, pode impedir que aqueles desejos se tornem conscientes. As necessidades da pessoa então ficam reprimidas. Isso é inteiramente descartado em Filosofia Clínica.

B (   ) Os desejos reprimidos podem se transformar em complexos. Essa hipótese é afastada pela clínica filosófica decididamente.

C (   )  Freud considera que distúrbios nervosos alcançam alívio ou cura quando se chega  ao que originou os instintos reprimidos, ao dar passagem à consciência, ao verbalizar. Em Filosofia Clínica, se tomarmos este entendimento como pressuposto, poderíamos dizer também que em muitas vezes a opção será por liberar o conteúdo do instinto reprimido por outros meios ou mesmo aprofundar o aprisionamento de tal conteúdo.

D (   ) A primeira fase do instinto sexual, narcísico, auto-erótico, ocorre na infância. A libido atinge a segunda fase no amor edipiano. A terceira fase da libido a encaminha ao desejo heterossexual. Um impedimento no desenvolvimento das fases pode levar a pessoa a ficar parada em uma fase imatura. Na Filosofia Clínica também se considera tais fases de desenvolvimento, na mesma ordem.

E (   ) A libido pode deslocar-se para um valor científico, para instrumentos artísticos e outros. Isso pode levar a um abrandamento do ato sexual. Em Filosofia Clínica isso deve ser corrigido para que a pessoa possa viver plenamente sua sexualidade.

F (   )  A origem da neurose é um instinto reprimido, segundo Freud. Em Filosofia Clínica, admitindo-se esta terminologia, a origem pode nada ter a ver com instinto reprimido.

G (   ) Por meio dos movimentos oníricos e dos lapsus linguae o material reprimido aflora. Este é o caminho da libido, pois não pode permanecer imóvel no subconsciente. A Filosofia Clínica, admitindo-se esta terminologia, admite outros encaminhamentos a esta questão.

H (   ) O método da Psicanálise consiste no estudo do material que existe no subconsciente, mediante a pesquisa dos sonhos e dos atos falhos principalmente – trazendo os complexos à consciência, livrando o conteúdo afetivo. O método da Filosofia Clínica é outro.

I (   ) Transferência é um fenômeno no qual o conteúdo afetivo, uma vez liberto e atuante na consciência, dirige-se a um objeto, como o terapeuta. Admitindo-se esta terminologia, em Filosofia Clínica o fenômeno muitas vezes é inexistente.

J (   ) Em Filosofia Clínica não existe ênfase na sexualidade, em um pansexualismo. Mesmo existente em alguns casos, uma manifestação deste elemento, e ainda que forte, pode ser periférica e insignificante na malha intelectiva da pessoa.

 

 

 

 

 

 

 

Respostas – Estão corretos os itens B, C, F, G, H, I. J. 

No item A é importante salientar que os desejos e fantasias podem surgir de muitos fatores, incluindo o que a Psicanálise chama de subconsciente.

No item B, dependendo de como o que está ou foi reprimido, da maneira como isso ocorreu, das interseções tópicas e das reações submodais, podemos dizer que reações várias podem irromper.

No item C, a Filosofia Clínica admite perfeitamente a repressão de material em vários níveis e condições e não existe uma relação entre estar consciente de algo e livrar-se de. A convicção de Freud na libertação de um elemento ao alcançar a consciência não encontra semelhança na clínica filosófica. Armadilhas Conceituais (tópico estrutural) graves ocorrem levando a conflitos às vezes intransponíveis em elementos perfeitamente conhecidos e atuantes, não reprimidos a qualquer nível.

No item D,  a Filosofia Clínica não reconhece nenhuma ordem provável de evolução da sexualidade, muito menos um modo normal a priori. Cada pessoa terá uma evolução única, se é que terá alguma evolução da sexualidade. E muitas pessoas não possuem sexualidade; ou seja, para elas o peso subjetivo estrutural deste fenômeno, considerando os demais tópicos estruturais, é praticamente nenhum.

No item E, não há motivo para uma correção, segundo os dados colocados no enunciado.

No item F, admitindo-se o que Freud entendia por neurose, de fato podemos facilmente constatar em consultório que a origem da neurose pode estar ligada a inúmeros outros fatores, como a maneira aprendida de se realizar algo (epistemologia), os comportamentos (comportamento & função), derivações do pensamento (idéias complexas) e assim por diante – elementos sem relação com repressão ou complexo.

No item G, qualquer tipo de conteúdo pode ser fortemente reprimido em partes da Estrutura do Pensamento, em reações autogenicas, em partições tópicas, e às vezes o conteúdo preso, seja no que a Psicanálise chama de subconsciente ou no que Schopenhauer denomina irracional (lembrando a diferença entre estes termos), entre tantos outros, às vezes é parte da constituição necessária esta repressão. Há materiais imóveis em partes da Estrutura do Pensamento que quando despertam para o movimento encontram modos distintos e inesperados de aparição. E são muitos estes modos. Os sonhos, muitas vezes, não expressarão de modo simbólico os desejos e nada dirão sobre eles.

No item H, a Filosofia Clínica utiliza-se de métodos. Sua linha metodológica básica é o estudo da historicidade da pessoa, com os Exames das Categorias, a pesquisa da Estrutura do Pensamento, o acompanhamento dos desenvolvimentos submodais. Evidentemente isso varia, pois às vezes, por exemplo, a historicidade não pode ser realizada.

No item I, qualquer que seja o material trabalhado em clínica, muitas vezes ele não seguirá em direção ao filósofo ou mesmo para qualquer outra pessoa ou coisa. Muitas vezes o material se extingue pela própria aparição, se dissolve em autogenias tópicas, esvaece ou intensifica sem um objeto de referência.

No item J, de fato a sexualidade é considerada como qualquer outra manifestação existencial na clínica filosófica. Não existe primazia de um elemento em relação a outros.

 

 

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