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Arquivo com os Exercícios de Filosofia Clínica contendo as respostas comentadas:

 

Feuerbach e Filosofia Clínica

Assinale as alternativas corretas no que concerne às relações entre o pensamento de Feuerbach e a Filosofia Clínica.  

A (   ) Em sua discussão com Hegel, Feuerbach toma um posicionamento antropológico que encontra nitidamente apoio na clínica filosófica.

B (   ) Para o filósofo, Deus não criou o homem. Foi o homem quem criou Deus. Este pensamento é defendido pela Filosofia Clínica.

C (   )  Encontramos em Feuerbach a hipostatização, quando este trabalho a questão da origem de Deus. Ou seja, o homem coloca em Deus (projeta) suas qualidades, desejos, anseios. Surge uma realidade suprema que aniquila o homem. Estudando a Estrutura do Pensamento de uma pessoa, o filósofo clínico pode constatar que isso é assim em algumas pessoas.

D (   ) Em Feuerbach, a concepção de um Deus que é pai nasce da necessidade de segurança do homem na Terra. A Trindade seria a reunião das faculdades supremas do homem. Na clínica é constatado que as pessoas se apegam a Deus por precisarem de um porto seguro.

E (   ) Feuerbach defende a existência da religião como uma necessidade para o homem. É um modo de exercitar os ideais. No entanto, combate as invencionices. A Filosofia Clínica também defende a religião como uma necessidade para o homem.

F (   )  Feuerbach procura demonstrar que a defesa que o homem encontrou para o envelhecimento, a pobreza, a dor, a doença, o medo, a solidão e o desamparo, elementos concretos e inevitáveis que a natureza encerra, é a criação por parte do homem de um Deus que controla esta natureza impetuosa. Provavelmente, segundo a Filosofia Clínica, isso era assim em Feuerbach.

 

 

 

 

 

 

Resposta - Somente as letras C e F estão corretas.

A questão A é complexa. A discussão entre os filósofos Hegel e Feuerbach provavelmente teve como origem uma desavença pessoal e não teológica. A Filosofia Clínica não possui um referencial especifico no qual possa sedimentar a existência ou a não existência de Deus. Ela pode eventualmente encontrar diferentes respostas neste sentido ao trabalhar determinadas questões. No entanto, a priori, não tem como afirmar que Deus seria uma invenção do homem. Tal afirmação, a priori, inviabilizaria, por exemplo, os Exames das Categorias. Estes muitas vezes destoam dos elementos constitutivos da Estrutura do Pensamento.

 

A questão B está respondida na questão A.

Na questão C podemos afirmar que a hipostatização é verificável em grupos às vezes extensos de pessoas, em épocas, em indivíduos. Em muitos outros casos, no entanto, não é assim. Universalizar a hipostatização parece incorreto.

A questão D é demasiada em sua pretensão. Uma pessoa pode conceber Deus em si mesma por amor, por afinidade, por espiritualidade, por revelação. Também por segurança. Às vezes a segurança não faz parte alguma da relação de uma pessoa com Deus.

Questão E: a Filosofia Clínica não defende a necessidade da religião para o homem. Não defende nem mesmo a necessidade da própria Filosofia Clínica. Muitas pessoas vivem em paz e bem, perfeitamente da maneira que a religião defenderia, sem religião, sem Filosofia Clínica. Podemos admitir que a religião, a Filosofia Clínica, e outras não são indicadas a muitas pessoas, podendo causar efeitos contraproducentes.

A questão F é correta. Aparentemente Feuerbach tinha em sua existência este direcionamento.

 

 

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